Opening Remarks

These are uncertain times for living – basically everywhere. Especially in the West, there are few things, if any, that we can take for granted. European leaders struggle, without any clear path to save the Euro(pe). It looks like that the more summits that are held (and boy, weren’t there too many of those already) the less results are achieved. In America, the same indecision about a clear view for the future has taken over. In North Africa, the Arab Spring has somewhat stalled and there’s no guarantees that the revolution will lead to a democratic consensus in the region, with the rise to power of Islamic parties in Tunisia and most likely in Egypt as well.

These are, however (but due to the same reasons), exciting times to write about. Protests occupied a big part of these year’s news – on its last issue, for instance, TIME has named Protesters their 2011 Person Of The Year. Turmoil spread rapidly across all over the world. From Tahrir to Wall Street, from Lisbon to Athens, from even Tiananmen (!) to Moscow, people went out to the streets to rise against what they perceive as an unfair order. In North African countries, people claim for basic things such as democracy and respect for human rights. In Europe and America, where that is already taken for granted, the protests focus on a degrading economy and the rise of income inequality. As to Russia, to my mind it’s too early to tell in what the protests focus the most, although there’s a consensus on free and fair elections.

These are even more challenging times to dream. The world is at a crossroads, clearly; but where do we go from here? Current world leaders, arguably most notably in Europe, have lost (assuming that they ever had) the ability to dare. Today’s European leaders are simple maintainers of the status quo, terrified with the idea of making changes. The actual paradigm has clearly failed; why not think about a new model for the EU? Across the globe the situation isn’t that much different, though: austerity plans are making a really successful world tour, making people suffer and even causing politicians from Italy to Egypt to cry. There is something wrong in this, something that cannot be explained by simply saying that states spent too much. This sudden concern about debts show how much we are exposed to a heavily-financial system, that puts people’s priorities to a second or third level.

Given the profile of everyone that will contribute to this blog – young people interested in International Politics – we will obviously not seek to find concrete and technical solutions for the problems that Europe and the World struggle to get over/overcome. We will, however, comment on policies that we think are right – and others we don’t.

Despite considering myself a social democrat, contributions are welcome from other ideological fields. Being myself a Portuguese citizen, as probably many future contributors will as well be, contributions are welcome both in Portuguese and English, and we won’t also abstain from discussing the Portuguese situation specifically. Welcome, and I hope you enjoy following this blog.

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3 thoughts on “Opening Remarks

  1. I’m not an expert when it comes to international politics, in fact I never cared about it that much until some time ago. Lately I came to realize exactly what you describe above. Europe is disorientated and so is the rest of the world but I don’t think it has to do with finance and economy entirely. I believe the world has come to stage where it must face the morality of its decisions

    The EU was built upon the principle of democracy, we defend equality and freedom. But as we struggle to overcome the current financial crisis we didn’t take note of the increasing lack of values. The EU is lost because of the absence of its principles that are the foundations of the European society, or they should be.

    We currently live in an union that is mainly ruled by two countries only and this is not my definition of an union and it shouldn’t be under any circumstances. So, yes, the EU needs a restructuring of its moral values and consequently of its hierarchy organization as a social entity.

    I believe that if the EU re empowers itself, the world’s economy will re empower as well and then we’ll all live happily ever after 😀

    • Joana,

      Thank you! 🙂 really.

      As you may guess from the text, I completely agree with you. Indeed, what’s missing the most in today’s Europe is a group of core values that made so many states to unite. Those values gave the member-states a sense of belonging. Given the current crises, the structures where the EU relied upon were severely hit.

      It’s already late for EU to get back on its feet and become a truly consolidated power; not too late, though. There’s still a brief window of time in which, taking the right decisions towards more unification, we can, like you said, live happily ever after. 🙂

    • Peço desculpa por comentar em Português, demoro muito tempo a estruturar um comentário em inglês, dado que toda a argumentação mental e verbal feita por mim foi e é sempre em português. Não queria de maneira alguma prejudicar as tonalidades/intentos/premissas/conclusões do discurso que quero proferir.

      Antes de começar a incidir sobre os comentários (digo isto porque não tenho o desígnio de criticar/comentar o post principal que de forma geral revela conspicuidade no que toca à análise dos fenómenos internacionais), gostava de esclarecer algo.

      Toda a análise política que se debruça sobre valores, princípios ou até mesmo moralidade e ética é de repensar senão mesmo de rejeitar.

      Fundamento a minha proposição nos dois pontos que aqui proponho:

      1) A política (interna e externa) não é guiada por valores, na medida em que está alicerçada essencialmente em:

      a) estratégia e táctica política (ex: Realismo Político – Tucídides, Maquiavel, Kissinger), ou seja, geoestratégia, jogos de poder, contactos diplomáticos; ao contrário da ortodoxia das relações internacionais, incluo aqui teorias das relações internacionais como a Marxista da economia-mundo (Centro/Semi-periferia/periferia)
      b) personalidades dos líderes – qualquer análise histórica astuta e ambiciosa mostra que o decorrer dos fenómenos seria colossalmente diferente se a decisão fosse do sujeito B e não do A;
      c) ideologias, ou seja, sistema político-económicos que podem ou não incluir noções de justiça e ética. Se for o caso, podemos aplicar o termo valores, porém, não será necessário porque esses valores/princípios estão espelhados na própria ideologia e/ou políticas adoptadas.

      2) Todo o discurso valorativo não só é extremamente genérico/vago como desviante.

      a) Não nos conduz em debates profícuos relacionados directamente com as opções tomadas. Limitam-se a fazer caracterizações gerais (muitas vezes incorrectas e irrelevantes) de certos comportamentos, fechando-se hermeticamente na sua própria relatividade, impedindo interpretações mais alargadas, mais humanas, menos eticamente circunscritas.
      b) Ignora por completo o conceito de realpolitk que me parece indispensável para qualquer análise política. Toda a política é um acto de coerção estratégica (ex: na democracia a lei X é legitimada por uma maioria mas é coerção – temos que obedecer à lei X ou juntamo-nos a um grupo para que coaja e altere essa lei). Tentar ver valores nisso por vezes transforma-se num exercício de criatividade abundante.
      c) Expressa a opinião do emissor de maneira incorrecta. Todas as pessoas têm valores (no sentido aqui aplicado). Todas as pessoas têm alguns princípios bases que são orientadores da sua acção (não quer dizer que sejam hegemónicos quando se delibera um curso de acção). Por isso, quando afirmamos que há uma inexistência/decadência/superficialidade de valores, queremos afirmar a discordância com a decisão de outrem porque interfere com as nossas emoções e perspectivas de ver o mundo. Ora, como eu disse anteriormente, valores não só é um termo genérico que em última análise não é claro o suficiente como também é exíguo dada a sua relatividade intelectual e primordialmente emocional. Parece-me que quando se referem a valores podem estar a querer exprimir ideias como: projecto coeso e compartilhado entre os Estados-membros; ideia de solidariedade e integração europeia; ou pela falta de valores transmitindo as noções como falta de seriedade das personagens envolvidas; falta de visão a longo-prazo; ou nacionalismo exacerbado/egoísta/fechado/imperialista por comparação aos interesses globais/internacionais/estrangeiros.

      Dado o esclarecimento, vou agora sucintamente (para não entediar o leitor) remeter-me a algumas ideias expressas no comentário.

      1. “Europe is disorientated and so is the rest of the world” – Concordo com a primeira mas não com a segunda, pelo menos não nesta acepção generalista e vaga. Se pudesses fundamenta a segunda parte da proposição, gostaria muito de a compreender.

      2.”The EU is lost because of the absence of its principles that are the foundations of the European society, or they should be.” – Discordo mas parece-me que possa haver aqui uma pequena falha de comunicação. Afirmas que é a falta dos princípios tradicionalmente atribuídos aos europeus (“principle of democracy, we defend equality and freedom”) que está a minar a construção ou que é a falta destes mesmos princípios que não são dos Europeus mas sim dos líderes fundadores da CECA/CEE/UE como Jean Monet ou Jaques Delors?.

      3. “So, yes, the EU needs a restructuring of its moral values and consequently of its hierarchy organization as a social entity.” – Concordo com a segunda parte. São necessárias reformas amplas e estruturais no projecto europeu para que este tenha viabilidade, sejam para definir países à cabeça (ex: Alemanha e França), sejam para construir uma Europa Federal, democrática e inevitavelmente unitária. Discordo com a primeira porque 1) Não sei o que é reestruturar valores morais. 2) Seguindo essa lógica os valores a reestruturar seriam os dos líderes do Conselho Europeu e não propriamente das entidades técnico-burocráticas da U.E .

      4. “I believe that if the EU re empowers itself, the world’s economy will re empower as well and then we’ll all live happily ever after” – Não concordo mas acho que é consentâneo dizer-se que seria um factor estrutural determinante ter uma Europa politicamente coesa em torno de um projecto uno para que se possa de facto ganhar de volta o bem-estar material.

      PS: Apercebi-me agora que disseste não estares a atenta aos fenómenos políticos até à pouco tempo. Por isso espero que encares este comentário de maneira construtiva e amigável, tenho somente o intuito de aprofundar o debate sobre as grandes questões europeias.

      Espero que tenha sido claro,

      João Quartilho

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