Oh Relvas, Oh Relvas. Badajoz à vista?

Nos últimos tempos tenho andado terrivelmente ocupado, razão pela qual não tenho escrito tão frequentemente para o blog. Peço desculpa aos 3 leitores deste cantinho. Quando finalmente acordei para o Mundo (e para Portugal), havia um ministro que sugava para si toda a luz de todos os holofotes. Não, não era o Álvaro. Nem o Gaspar, que bem precisava de luz para lhe esconder as olheiras. Era o Relvas, o “trinco” deste Governo. Os “trincos”, no futebol, são aqueles médios defensivos que jogam à frente dos defesas centrais e cujo objectivo é, basicamente, fazerem aquelas faltas “feias”, aqueles carrinhos sem escrúpulos. E jogar futebol, entretanto – mas isso nem é o forte deles. Relvas é assim: encara o seu próprio trabalho como sendo o “trinco” deste Governo. Faz as faltas “feias” para os restantes poderem jogar “bonito”.

Primeiro, Relvas teria alegadamente feito pressões a jornalistas. Depois, o caso explodiu e Relvas era já um “pré-requisito” para qualquer escândalo poder assim ser considerado. Quando vi isto, pensei: “Bolas, andei distraído e isto tinha-me dado um post fácil e rápido para o blog.” Mas como águas passadas não movem moinhos e os “escândalos” esquecem-se depressa em Portugal, continuei. E continuei sem escrever.

Mas Relvas deve apreciar muitíssimo a minha escrita. Provavelmente sabendo o quão lamentei não ter acompanhado o caso a tempo, decidiu ser o protagonista de mais um caso: agora sobre a sua licenciatura. Isto das licenciaturas, ou da falta delas, e do governantes que as têm – ou não – já não é novo, bem sei.

O ministro-que-já-devia-usar-o-título-de-ex-mas-não-usa-porque-é-demasiado-importante-para-isso já tinha frequentado dois cursos, de Direito e História, na prestigiadíssima Universidade Lusíada, essa conhecida escola de governação de onde também provém Pedro Passos Coelho. Mas não gostou dos títulos e a sua tão movimentada actividade não lhe permitiu licenciar-se até 2007, altura em que se formou em ___ na Lusófona, outra portentosa instituição, recorrendo a equivalências dos dois cursos onde esteve anteriormente. Agora percebo porque Relvas não comentou o caso da licenciatura de Sócrates, quando este rebentou em 2006/2007: estava demasiado ocupado a acabar a sua.

O mais chocante é que isto nem surpreende. Habituámo-nos a que Relvas seja protagonista de todas as histórias mirabolantes cujo único ponto em comum é a falta de vergonha. Pior que isso, só mesmo o facto de o dr. Relvas ser ministro.

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