homens e mulheres: que igualdade?

É do senso comum que quando falamos em discriminação entre géneros sexuais, pensarmos de imediato na clara distinção que existe entre mulheres e homens em vários aspectos do quotidiano.

Muitas delas são consideradas inferiores face aos homens uma vez que são eles que se encontram mais ligados às ciências “pesadas” e a cargos de topo e de liderança enquanto as mulheres são tendencialmente ligadas às ciências sociais e ao mundo da beleza, da publicidade e do marketing e no “auxílio” ou “assistência” a terceiros em trabalhos de maior responsabilidade (secretárias ou enfermeiras, por exemplo).

Falo de estereótipos criados pela sociedade e não em pensamentos mais ou menos feministas ou machistas.

Para além da discriminação social e remetendo um pouco para o mercado de trabalho, tendo em conta que tem vindo a ser um tema bastante discutido nos últimos tempos, face à conjuntura económica e social em que vivemos, deparamo-nos com a discriminação salarial.

A discriminação salarial não é nada mais, nada menos do que uma “diferença monetária atribuída com valores superiores para um género sexual e com valores inferiores ao género sexual oposto”.

Face à discriminação salarial, esta pode dever-se, entre outros factores, ao nível de sindicalização, ao baixo número de mulheres nas mesas de negociação, aos cargos de topo serem maioritariamente de homens uma vez que há menos mulheres interessadas em ascender ou até mesmo impedidas de o fazer tendo em conta a sua forte ligação à esfera privada e ao facto das áreas de predominância feminina terem critérios diferentes dos critérios dos homens que demonstram ser muito importantes e causam muito impacto na esfera pública.

Por outro lado, temos outra questão: os prémios. Os designados prémios são um dos factores que mais prejudica a desigualdade, uma vez que, a mulher é aquela que se ausenta para tomar conta dos filhos quando estes estão doentes para dar assistência à família, é a mulher que tira a licença de maternidade ou é a mulher que sai mais cedo do trabalho para ir buscar os filhos à escola. Todos estes momentos em que a mulher não trabalha são obviamente descontados no salário. Logo, os homens acabam por receber mais no final do mês por uma questão de menor responsabilidade familiar.

Continua assim a assistir-se a um modelo, não de paridade (apesar da Lei da Paridade e do sistema de quotas que o Estado decidiu implementar no Diário da República em 2006) mas ainda de segregação de papéis sexuais entre homens e mulheres.

Como alterar esta segregação? Mudança de mentalidades.

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